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Tristeza, a Emoção Curadora: Compreendendo e Transformando a Mágoa

Porque nos sentimos tristes? Porque é que dói, e as pessoas sofrem de angústia e depressão? Como podemos curar e transformar a tristeza? E pode ela ter um papel construtivo nas nossas vidas?
Filipe Gonçalves Rocha
Filipe Gonçalves Rocha
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sadness sad man next to sea
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Se perguntares a alguém se gosta de sentir tristeza, a maioria das pessoas responderá obviamente que não. Se lhes perguntares se alguma vez quereriam ficar tristes intencionalmente, provavelmente vão pensar que és esquisito ou louco ou disparatado. Porque é que a tristeza tem uma reputação tão má? E, o mais importante, será que é merecida?

Não é preciso pensar até sair fumo para se chegar à resposta à primeira pergunta. É muito evidente que a tristeza é uma emoção negativa ou desagradável, o que significa que traz consigo um sentimento de desagrado, desconforto ou mesmo sofrimento. De facto, a tristeza é ampla e consensualmente reconhecida e classificada como uma emoção negativa pela comunidade científica, principalmente nos campos da psicologia e da neurociência. Também não é muito discutível que nós humanos não somos grandes apreciadores de sofrimento, desconforto e desagrado em geral, e preferimos muito mais evitá-lo ou eliminá-lo - de facto, na maior parte das vezes dedicamos todos os nossos esforços para o fazer. Portanto, não surpreende que não gostemos assim tanto da tristeza, e que olhemos para ela com, pelo menos, a mesma desconfiança e aversão a fazer uma visita ao dentista. Estar triste sabe mal, e não há como negar isto. Mas vamos começar por olhar mais de perto a experiência da tristeza, como ela nos faz sentir, e porquê.

Quando é que nos sentimos tristes?

A primeira questão que se coloca é - quando é que nos sentimos tristes? O que é que nos faz sentir em baixo, cinzentos, melancólicos, ou desalentados? O que é que todas as situações ou acontecimentos que nos fazem sentir tristes têm em comum? Pensa na tua própria experiência. Sentiste-te triste hoje? Então e esta semana? E este mês? Este ano? Ou em toda a tua vida? Porque sentiste tristeza em cada um desses momentos? O que é que todas estas situações têm em comum, que desencadeou a tristeza em ti? Podes começar a chegar à conclusão de que em todos e cada um desses momentos perdeste algo importante para ti. Pode ter sido algo físico ou emocional, trivial ou profundo. Mas o factor comum em todos eles é o facto de teres sofrido uma perda importante.

A perda é o tema da tristeza, o que significa que o que a desencadeia em nós - o factor comum por detrás de cada momento triste - é quando a nossa avaliação emocional automática avalia um evento como sendo uma perda importante. Estamos biologicamente pré-programados para sentir e responder com tristeza quando sofremos uma perda. Mas porquê? Porque é que a natureza nos equipou com uma emoção tão incómoda, que só nos parece trazer dor e sofrimento, e nos impede de viver felizes? Sim, Natureza, porquê?

A experiência da tristeza

Bem, se queres a resposta da natureza, então tens de a ouvir. E isso significa aproximarmo-nos da nossa tristeza com uma intenção genuína de a ouvirmoss e compreendermos, a partir de uma posição de compaixão e equanimidade. Significa mergulhar no próximo passo da emoção - a experiência - e tentar dar-lhe sentido. O que é que tu queres, Tristeza? Porque é que existes em mim? E porque é que me fazes sentir assim? O que é que me estás a tentar dizer? Se escutares com atenção e amor, ela vai falar. E ficarás surpreendido com a resposta.

Antes, eu acreditava que o que doía era a própria tristeza - a sua experiência era má, fazia-me sentir dor, fazia-me sofrer, e eu não queria ter nada a ver com ela. Mas quando me permiti verdadeiramente ouvir, olhar para dentro e compreender a sua mensagem, a minha visão mudou completamente, e agora somos melhores amigos. Descobri que o que doía não era a tristeza - a emoção - mas sim a situação que a causou. Ou, mais precisamente, era pensar na perda com aversão e apego ao que estava perdido (e não é isso que nos faz sofrer sempre?). Claro que pensar em algo mau para nós próprios dói - isso é automático em nós, e diz-nos para evitar que isso aconteça. Mas no caso da tristeza, esse algo já aconteceu, quer queiramos quer não, e já não podemos evitá-lo. Por isso, não nos traz nada de bom pensarmos e magoarmo-nos com isso. O que podemos e precisamos de fazer, é tentar remediar ou melhorar a situação e, se não for possível, pelo menos encontrar uma forma de a aceitar e viver com ela da forma mais significativa e construtiva possível. E é aí, como eu descobri, que entra a tristeza.

Quando consegui separar a tristeza da dor, e deixá-la falar comigo, encontrei-a como uma parte de mim a dizer-me gentilmente que tinha perdido algo importante, e que precisava de lidar com isso, de me reconectar comigo mesmo e com os meus valores, de curar. Claro que para o fazer ela tinha de me fazer pensar sobre a minha situação, e isso era o que doía. E esta é a razão pela qual eu penso que encaramos a tristeza como uma emoção negativa e desagradável - porque ela chama a nossa atenção para algo que nos magoa. Isto, claro, faz-nos querer evitá-la ou suprimi-la. No entanto, a tristeza não é o que dói, mas sim o que quer curar a dor. Quer ajudar-nos a compreender e superar a nossa perda, a aceitá-la e a crescer dela, a estar bem e a não sofrer mais. A tristeza é o aliado, e nós equivocadamente tomamo-la como o inimigo. E ao fugir dela ou afastá-la, inadvertidamente estamos a sabotar-nos a nós próprios e à nossa própria felicidade, amor e conexão. Podemos afastá-la, pontapeá-la para o canto mais escuro da nossa mente, e de nunca mais a deixar ver a luz do sol; mas nunca mais nos vamos curar nem crescer a partir dela.

Gosto de comparar isto a como se um doente tivesse vindo ao meu consultório, e eu tivesse de lhe dizer que tinha uma doença, e tentar dar a medicação necessária para a curar ou melhorar. Ele estaria tão focado em mim a dar-lhe aquelas más notícias que sentiria que eu era a causa do seu sofrimento, pensarim que sou um médico horrível que devia ser castigado e preso, e iria embora sem tomar a minha medicação. Isto é o que fazemos com a tristeza: estamos tão concentrados nela fazernos pensar em coisas que nos magoam, que não a ouvimos e acreditamos que é a causa do nosso sofrimento, que é má, e que deveria ser posta atrás das grades para sempre. Mas a tristeza está lá para nos ajudar a curar, crescer e reconectar. Só temos de a deixar fazer o seu trabalho.

A Emoção Curadora

A tristeza é a emoção da cura - a sua função é ajudar a superar uma perda - e podemos adicionalmente corroborar isso olhando para o terceiro e último passo do episódio emocional - o comportamento. O que é que a tristeza nos faz fazer, ou querer fazer? Que vontades e desejos surgem em nós quando nos sentimos em baixo ou tristes? Acho que é verdade para todos nós que quando nos sentimos em baixo não temos realmente vontade de fazer grande coisa, e queremos estar sozinhos num lugar calmo e sossegado, para reflectir e chorar a nossa perda. Isto é a nossa tristeza a preparar-nos para acalmarmos e tomarmos o tempo necessário para enfrentar a realidade, voltar a ligar-nos a nós próprios, e curar e crescer. Também podemos chorar, o que é uma resposta fisiológica natural do nosso corpo para aliviar o stress. Por fim, quando nos sentimos tristes, também procuramos estar com os nossos amigos e entes queridos, para desabafar a nossa dor e sentir o seu conforto e apoio. Amigos e entes queridos são uma fonte de ajuda quando passamos por momentos maus, e a sua presença e amor lembram-nos das coisas boas que temos na vida. Também isto é tristeza no seu melhor para nos ajudar a superar e curar de uma perda.

A tristeza traz-nos uma mensagem importante de que precisamos de abrandar ou parar completamente para nos reconectarmos e cuidarmos de nós próprios; para reconhecer a nossa perda, chorá-la e permitir que ela faça parte da realidade. Cria uma mentalidade e uma oportunidade perfeitas para reequilibrarmos e renovarmos a nossa mente e espírito, e para nos reajustarmos à nova realidade, o que é essencial para que possamos viver nela de uma forma funcional e o mais construtiva possível. Caso contrário, viveremos desconectados de nós próprios e da realidade, e guardaremos dentro de nós sentimentos não processados que serão sempre uma causa de instabilidade emocional e de sofrimento e confusão aparentemente idiopáticos. Finalmente, motiva-nos a procurar conforto e consolo na amizade e carinho dos outros, que serão sempre uma fonte de ajuda, segurança e apoio. Sem dúvida, a Tristeza é a Emoção Curadora.

Quando a tristeza magoa em vez de curar

Mas então, podes perguntar, porque é que há tantas pessoas a sofrer na sua dor, na sua miséria, no seu desespero? Porque é que há pessoas a sofrer depressões, que podem ir de lhes sugar a alegria, para as devastar completamente e até para as fazer acabar com as suas vidas? Estas são perguntas que não podem ser negadas ou ignoradas, e que são muito importantes e legítimas de serem feitas.

A tristeza, como qualquer outra emoção, tem uma função importante para nós, e é uma função bonita. Mas, como todas as outras emoções também, pode funcionar mal. Tal como os mecanismos de crescimento e reparação das células do nosso próprio corpo podem crescer fora de controlo e tornarem-se cancros, assim também uma emoção pode tornar-se disfuncional e deixar de servir o seu propósito, tornando-se destrutiva e prejudicial para nós próprios.

No caso da tristeza, o que mais facilmente me vem à mente é a depressão. Mas a depressão já é considerada uma doença, e a sua profundidade e complexidade requerem e merecem uma análise e compreensão dedicadas (nas quais estamos a trabalhar para um futuro artigo). Mas não precisamos de ir tão longe para encontrar casos de tristeza destrutiva na nossa vida diária, verdadeiros para a maioria de nós. Nunca te encontras a remoer algo mau do passado, remastigando-o vezes sem conta, com sentimentos de pena própria ou de culpa e vergonha, esmagando a tua auto-estima, ou apenas a pensar em quão mau e terrível é o mundo? Isto alguma vez é construtivo, alguma vez te traz a ti ou a qualquer um algo de bom, alguma cura? Acredito que não, mas isto acontece à maioria de nós com relativa frequência, e é um claro exemplo de tristeza destrutiva.

Isto normalmente acontece quando, em vez de nos fazer enfrentar, lidar e recuperar da nossa perda, a tristeza apenas nos faz pensar sobre ela interminavelmente, sem chegar a qualquer compreensão ou resolução construtiva. Ficamos apanhados no padrão conhecido como ruminação, em que estamos constantemente a repensar e a reviver a situação, agarrando-nos à nossa dor e redesencadeando a nossa mágoa sem chegarmos a lado nenhum. E enquanto fazemos isto, estamos apenas a manter-nos em baixo, desligar-nos da realidade e fechar-nos à alegria e ao amor. Se isto se mantiver e até se intensificar com o tempo, podemos tornarmo-nos numa pessoa melancólica e pessimista. E se o deixarmos descer ainda mais em espiral, podemos afundar-nos no poço escuro da depressão.

Mas porque é que nos está a fazer isso? Porque é que a tristeza não está a cumprir a sua função - ajudar-nos a curar? Porque é que não é construtiva aqui, não cura, e em vez disso magoa-nos a nós e à nossa felicidade? E o que podemos fazer em relação a isso? Como podemos curar-nos a nós próprios e transformar a nossa dor em crescimento e bem-estar? Agora que compreendes melhor esta emoção, talvez possas começar a ver como - o que achas?

Curando a Tristeza

Se a tristeza não está a cumprir a sua missão, pode ser que não a estejamos a permitir. Se começares a prestar atenção, vais descobrir que na maioria das vezes em que a tristeza se torna destrutiva, não estamos verdadeiramente a ouvir a sua mensagem, não nos estamos a ligar ao seu espírito. Pelo contrário, na maioria das vezes estamos a sentir aversão a ela, um desejo de a suprimir ou de a evitar.

Agora, isto traz-nos um problema. As emoções são teimosas. Recusam-se a ser ignoradas ou afastadas, e vão continuar a voltar para pedir a nossa atenção. Que diabo, são feitas para salvar as nossas vidas, por isso é melhor que o façam. Mas neste caso, esta é a nossa maldição.

Porque quando estamos a afastar uma emoção e ela continua a voltar para nós, não nos estamos a livrar dela nem a trabalhar com ela e a transformá-la. Em vez disso, a tristeza continua apenas a redireccionar a nossa atenção para a nossa dor, e nós afastamo-la, e depois ela volta, e depois voltamos a afastá-la, e entramos neste ciclo de reviver constantemente a situação e redesencadear a dor, sem chegarmos a lado nenhum.

Depois, como não nos conseguimos livrar dela, começamos a ruminar sobre a nossa tristeza. Em vez de procurarmos curá-la e superá-la, concentramo-nos apenas na perda, na dor, em como tudo é tão mau, e em como somos infelizes e miseráveis; ficamos paralisados no nosso ciclo interminável de pena própria, e não damos ouvidos à mensagem bondosa e compassiva que a tristeza está a tentar dar-nos.

Esta é sozinha a principal razão por detrás da maioria dos casos de tristeza destrutiva, e para a transformar tudo o que precisamos de fazer é parar um pouco, ligarmo-nos a nós próprios, ouvirmos a nossa tristeza e a sua mensagem, e por uma vez fazer o que ela nos pede: curarmo-nos a nós próprios.

No entanto, é preciso notar que esta pode não ser a tarefa mais fácil. Requer que nos aproximemos da nossa dor e do nosso sofrimento, e enquanto sentirmos aversão a ela, será um trabalho assustador e um esforço fútil. Para o fazermos, precisamos de ser capazes de atender à nossa dor sem reactividade ou julgamento, mas sim a partir de uma posição neutra de relaxamento e equanimidade. Para isso, é essencial desenvolver a habilidade de dirigir voluntariamente o fluxo e a qualidade da nossa atenção, também conhecida como mindfulness. Também precisamos de mudar a nossa mentalidade de "fugir da dor" para "curar a dor", o que significa na verdade cultivar uma qualidade que é imensamente importante mas incrivelmente ausente hoje em dia: a auto-compaixão (que é radicalmente distinta da pena própria).

Mindfulness and Self-Compassion are therefore the two nuclear mental skills which can allow us to approach our sadness and begin to heal it, and thus developping them is the first step for us to be able to do it (meditation is our best tool to develop and cultivate these qualities). As we approach and connect with our sadness with mindfulness and self-compassion, it will begin to open like a flower.

Quando lhe dermos o espaço e o cuidado necessários, ela irá finalmente revelar-nos a sua mensagem - uma mensagem sobre algo importante para nós que perdemos. E o que ela diz é muito claro: isto que perdeste - esta pessoa, esta relação, esta coisa, esta expectativa - era importante, era significativo para ti. E agora tens de te adaptar à nova realidade, sem esta coisa. Mas - e esta parte é crucial - não deves deixar de querer saber ela, deixar de a valorizar, ou desligar-te deste valor. Não, deves chorá-lo, e em vez disso reforçá-lo e celebrá-lo, torná-lo mais forte na tua vida, viver mais de acordo com ele, e nunca mais tomá-lo como garantido.

A Curadora Azul

A tristeza é a nossa lembrança de que tudo na vida vai passar. As nossas coisas, as nossas posições, as nossas relações, os nossos amigos e família, os nossos momentos e oportunidades, as nossas qualidades físicas e mentais e, por fim, a nossa vida, não são para sempre - elas irão decair e acabar. Sem este lembrete, viveremos distraídos, como se as nossas vidas fossem eternas e os outros estivessem aqui para sempre, e continuaremos a procurar coisas que não têm valor intrínseco e a fazer coisas que não trazem significado.

Isto não quer dizer que tenhamos de sentir tristeza para dar valor à vida, aos outros, e às coisas, e que sem ela não o conseguimos. Não acredito que precisemos de conhecer o mal para dar valor ao bem. Podemos e devemos valorizar tudo isto antes de sentirmos tristeza, e de facto só sentimos tristeza por alguma coisa porque já a valorizávamos. A tristeza apenas nos lembra do que damos valor, o que realmente conta para nós e é importante na vida; faz-nos reconectar aos nossos valores quando estamos distraídos, vivendo a vida como se eles estivessem aqui para sempre; e acima de tudo, está aqui para nós quando perdemos o que nos é mais querido, e precisamos de ser confortados e curados.

Porque esta vida e este mundo e todas as coisas nele são impermanentes, voláteis e, na sua maioria, fora do nosso controlo; e a única verdade que é imutável é que tudo muda, e acaba; e se alguma vez dermos valor a algo nesta vida - então estamos destinados a perdê-lo. E porque perder o que estimamos dói, podemos sentir-nos compelidos a deixar de valorizar as coisas, a criarmos uma distância de segurança entre nós e a realidade, e a impedirmo-nos de amarmos sempre verdadeiramente. Mas esta alternativa não é realmente boa, pois significa viver uma vida sem sentido, superficial, vazia de amor real e de verdadeira alegria. Se queremos viver uma vida com significado, amor e conexão, então precisamos de ser capazes de lidar com a inevitabilidade da perda, de curar a sua dor e de deixar a sabedoria da impermanência das coisas, das pessoas e dos momentos que amamos fazer-nos estimá-los ainda mais e sentir o quão preciosos eles são verdadeiramente. E isso é, de alma e coração, o papel profundo e transformador da tristeza nas nossas vidas.

Por isso, não é que precisemos de tristeza para valorizar a bondade, a beleza, a vida, a amizade e o amor. Em vez disso, é que se os valorizarmos, precisamos da tristeza.

É a tristeza que nos faz lembrar do que é realmente importante, o que realmente importa na vida, e nos faz desejar viver mais em conformidade. Ainda mais do que isso, é o que nos permite ter coisas queridas e viver uma vida com sentido. Ajuda-nos a reconhecer a natureza frágil e de mudança constante da vida e tudo o que nela existe, e em vez de ficarmos aborrecidos ou morosos por causa dela, certificarmo-nos de aproveitar e apreciar todos os momentos preciosos com as pessoas, coisas e lugares que amamos.

E quanto mais a afastarmos, mais nos poderemos estar a distanciar do que realmente importa, do que dá sentido às nossas vidas, e mais viveremos uma existência vazia e oca. Como Rachel Naomi Remen escreve, "a forma como nos protegemos da perda pode ser a forma como nos distanciamos da vida". Por isso não te protejas do que te é querido, e utiliza o poder da tua tristeza para cultivar esta Sabedoria da Impermanência e viver uma vida cheia de amor e beleza.

Por isso, sim! Se me perguntasses se alguma vez quereria ficar triste intencionalmente, eu responderia - claro! Preciso da tristeza na minha vida para me ajudar a curar quando sofro uma perda, e para me permitir continuar a amar; para me lembrar do que é importante para mim quando me esqueço; e para me fazer ver que só tenho esta vida única e preciosa, e me dar a motivação e a coragem para a viver plenamente e da forma mais significativa que puder.

Querer sentir tristeza não significa querer que coisas más aconteçam. Significa ter a sabedoria de compreender que coisas más vão acontecer, e querer ser capaz de curar e crescer a partir delas. A minha tristeza é o que me permite fazer isto, e é por isso que estou grato por tê-la na minha vida. E espero que agora estejas a começar a sentir o mesmo em relação à tua.

Quero deixar-te com uma música bela e comovedora de uma banda inspiradora, que atinge poeticamente a mensagem exata que tentei passar neste artigo. Blue Healer, dos Birdtalker

Verso 1
Enter sadness, with your rain boots in blue
Since I can remember I’ve been runnin’ from you
But this time you sat your ass down with no intent to move
You ain’t no Blue Healer
Verso 2
Well the longer that you sit here lookin’ into my eyes
The shock of your arrival begins to subside
And as I drop my defenses you start to crack a smile
Are you a Blue Healer?

Refrão 1
Well I’ve been proud and
Lookin’ in a mirror that’s clouded
Smoke that’s been keeping me shrouded
Believing I’m fine

But you wipe clean
All of these illusions that ain’t me
Now you’ve got me lookin’ and I hate me
Where is my spine?

Verso 3
Peace, you told me, I’m only here to reveal
Where you’ve been stuck and where you’re going if you’re lookin’ to heal
But you’ve gotta drop these vain addictions and hang on to what’s real
You Healer
Ponte
I want to welcome every shadow
Instead of taking every one to battle
I’m climbing back up into the saddle
I want to welcome every shadow
Instead of taking every one to battle
I’m climbing back up into the saddle

Refrão 2
And now I stand tall
Used to think my sorrow was a brick wall
Made me want to curl up in a tight ball
Self-pity dealer

But there’s a gate here
You can only find it if you wait here
Now I’m walkin’ through it with my gaze clear
Me and the Blue Healer.

Verso 1
Enter sadness, with your rain boots in blue
Since I can remember I’ve been runnin’ from you
But this time you sat your ass down with no intent to move
You ain’t no Blue Healer

Verso 2
Well the longer that you sit here lookin’ into my eyes
The shock of your arrival begins to subside
And as I drop my defenses you start to crack a smile
Are you a Blue Healer?

Refrão 1
Well I’ve been proud and
Lookin’ in a mirror that’s clouded
Smoke that’s been keeping me shrouded
Believing I’m fine

But you wipe clean
All of these illusions that ain’t me
Now you’ve got me lookin’ and I hate me
Where is my spine?

Verso 3
Peace, you told me, I’m only here to reveal
Where you’ve been stuck and where you’re going if you’re lookin’ to heal
But you’ve gotta drop these vain addictions and hang on to what’s real
You Healer

Ponte
I want to welcome every shadow
Instead of taking every one to battle
I’m climbing back up into the saddle

I want to welcome every shadow
Instead of taking every one to battle
I’m climbing back up into the saddle

Refrão 2
And now I stand tall
Used to think my sorrow was a brick wall
Made me want to curl up in a tight ball
Self-pity dealer

But there’s a gate here
You can only find it if you wait here
Now I’m walkin’ through it with my gaze clear
Me and the Blue Healer.

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2 respostas

  1. Great article, been through some rough times last year and still fighting the demons inside from time to time and I can say without a doubt that you are so right, we should not hide from sadness or underestimated; like everything that happens in our lives it has a meaning and if we look mindfulness at it I think it can guide us to the light.
    All the best. One love.

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